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Precisei colocar a moderação nos comentários por causa de alguns spans que pintaram por aqui.
Você, que não é spam, faça o seu, fique a vontade.
Namastê.

Consagração do ambiente

As previsões feitas nesse blog são gerais, falam do astral do período, não são direcionadas para o indivíduo. Para fazer previsões pessoais, você precisa consultar um(a) astrólogo(a) ou numerólogo(a) e usar seu mapa astral ou numerológico de nascimento. Não estou atendendo consultas até me aposentar, estou em outro trabalho. Faço o blog porque gosto.

O som das Fadas da Noite

sábado, 19 de dezembro de 2009

Cérbero morre: Hércules em Capricórnio


10 - Cérbero morre : Capricórnio

Tarefa: Identificar-se com os objetivos superiores e usá-los para auxiliar a humanidade, não apenas a nós mesmo.
Objetivo: desenvolver a capacidade de servir, abrir a passagem para a dimensão espiritual.
Chave para o trabalho: localizar a energia na alma, não nos corpos físicos ou densos.

Depois de ter trabalhado tanto e ter cumprido tantas tarefas Hércules já é um Iniciado e está quase pronto.
Ao iniciar esse Trabalho já encontrou a sabedoria e está consciente de sua força interior.
Hércules pode contar consigo mesmo.
Vai agora usar os poderes adquiridos para ajudar ou salvar alguém que esteja em agonia, uma vítima de grande sofrimento.

Para lhe dar mais segurança,o Instrutor toca a testa de Hércules (a testa de Hércules se tornou muito sensível após o Quinto Trabalho, o Leão de Neméia).
Com o toque do Instrutor o sexto chacra de Hércules se abre e ele consegue usar a Visão (vê a partir do seu interior também e não apenas com os olhos).

Ele vê uma cena terrível e fica impressionado: um homem caído sobre uma pedra com as mãos e os pés acorrentados gemendo de dor,
às vezes gritando, enquanto um abutre lhe bica o fígado. De sua pele aberta, escorre um fio de sangue que sai dele sem parar e cai do seu lado.
O homem suplica por ajuda tentando elevar em uma prece as mãos acorrentadas mas suas palavras só causam eco naquela paisagem deserta, estéril, afastada e silenciosa.

O Instrutor diz a Hércules que aquele homem se chama Prometeu e está assim há muitos anos por várias Eras inteiras (uma Era tem aproximadamente 2.500 anos) e nunca vai morrer porque é um imortal.
Ele está em uma das regiões do Inferno sob o domínio de um senhor muito poderoso.
Ele só poderá ser libertado se alguém descer até as profundezas daquele local do Inferno.
Vai lá” diz o Instrutor, “faz o que deve ser feito e depois volta para casa, para esse plano externo da vida”.

Hércules sai em direção ao Décimo Portal.
Ele vai penetrando para o fundo como se estivesse caindo.
E a medida que vai mais para baixo mais denso e material é o local e ele continua descendo como se estivesse chegando a algo parecido com o subconsciente do planeta.

Hércules está decidido e seguro como nunca esteve até aqui.
Sabe que essa é uma tarefa muito importante.
E a partir da conclusão do Décimo Trabalho ele estará totalmente à disposição de algo superior à sua compreensão do momento talvez até superior às suas capacidades só humanas.
Totalmente lúcido, consciente e fincado na realidade, ele tem certeza, segurança dentro de si memo - uma tranquila autoconfiança.

Ele para de frente para uma decida íngreme, longa e muito difícil.
Embora pareça estar sozinho naquele Trabalho Hércules se sente acompanhado, muito bem acompanhado.
Fica andando por lá, vagueia, se sentindo como se estivesse sendo guiado.

É uma situação totalmente diferente, nova para ele, que não está mais ouvindo a voz do Instrutor
mas sente sua presença de alguma maneira diferente através de uma energia e de coisas que acontecem em volta dele.
Tudo é muito misterioso e não dá para prever nada do que virá a partir disso.

Hércules precisa atravessar um rio muito escuro que está envenenado (esse rio representa o subconsciente do planeta).
Todas as almas desencarnadas devem passar por esse rio sem saber o que lhes espera na outra margem.
E para isso precisam pagar uma quantia em dinheiro - para pagar a barca que está sempre lhes esperando.
Não é possível ir sem a barca, o rio está envenenado, não dá para nadar nele.
Mas quando Hércules entra na barca nada lhe é cobrado,pois o barqueiro sente medo diante de Hércules.
Assim ele consegue chegar a Hades, o Inferno, um local escuro onde as almas dos falecidos vagueiam, algumas desesperadas, algumas desnorteadas outras entorpecidas.

Hércules percebe a presença da Medusa em cuja cabeça tem serpentes emaranhadas em vez de cabelos.
Tentando acerta-la ele se espanta porque a espada não a atinge mas se move no vazio.
A Medusa desaparece.
Ele percebe claramente que está em uma dimensão estranha, que julgava não existir.

Ele segue, atravessa um monte de labirintos até que enfim chega à corte do Rei daquele mundo horroroso que está sentando em um trono negro.
O que veio buscar no meu reino?” lhe pergunta a criatura.
Ele responde que veio libertar Prometeu.

O caminho até o centro de Hades (onde está Prometeu) é vigiado por um cão de 3 cabeças
nas quais se enroscam muitas serpentes, monstruosas.
Seu nome é Cérbero.
O rei dos Infernos lhe promete que se ele conseguir dominar o cão Cérbero somente com as mãos, sem usar nenhuma arma, Prometeu será libertado.
Mas aquele rei só promete isso porque não acredita que Hércules consiga, isso é uma tarefa impossível, ninguém jamais conseguiu, nem com armas.

Hércules acredita em si mesmo e vai até o encontro do cão Cérbero de 2 cabeças.
O latido é terrível e penetra nos seres.
O cão rosna e corre em direção do herói que com uma incrível rapidez dá um salto.
Antes que o cão consiga reagir o herói agarra Cérbero com a mão pelo pescoço da sua cabeça central.
Com sua enorme força Hécules aperta a garganta do cão que se debate, preso em suas mãos. Aos poucos, enfraquecido, o cão se deixa dominar.
Pela garganta passam alimentação e ar (para dentro) e comunicação (para fora).
Hécules interrompe essa passagem e o cão morre.

O herói segue adiante
ao encontro de Prometeu que agoniza e nunca morre.
Tira-lhe as correntes e Prometeu está livre daquele sofrimento.

Com a tarefa terminada ele volta para a vida material ao encontro do seu Instrutor, que lhe diz (sem usar as palavras) que uma luz começou a brilhar na escuridão do subconsciente da Terra e que aquele foi seu primeiro Trabalho para uma dimensão maior.
Repouse agora, meu filho” diz o Instrutor.

Nos Trabalhos anteriores Hércules passou pelo seu próprio subconsciente, pessoal, através de muitos pântanos.
Nesse, ele vai até o subconsciente coletivo, um inferno.
Como já aprendeu a lidar com seu próprio subconsciente, iluminou sua própria Sombra, encarou de frente as partes mais renegadas e nojentas do seu próprio ser, agora sua capacidade de prestar algum serviço está muito ampliada.
Nada se aprende apenas ouvindo, observando, lendo, copiando, mas a experiência, a própria vivência e o tempo é que ensinam prá valer.

As 3 cabeças do cão Cérbero representam a sensação, o desejo e as boas intenções.
A cabeça do centro, o desejo, é atacada logo por Hércules, porque é essa a mais forte, que comanda as outras.
As sensações deixam a mente ocupada quando ela deveria estar livre.
As boas intenções (de boas intenções o inferno está cheio, lembra?) da humanidade quase nunca correspondem às reais necessidades da própria pessoa ou de outras.
As boas intenções são meras ilusões que lutam contra o vento pois são controladas pelos desejos.

As serpentes enroscadas e emaranhadas representam as ilusões que impedem a evolução interior, principalmente o materialismo com seu excesso de consumo, luxo, apego a objetos, situações ou pessoas.
Essa ilusão e materialismo não são coisas do nosso século, o consumo exagerado causado pelo desejo egoísta de poder sempre existiu, desde a época em que não havia shoppings.
E tudo o que era considerado luxo, conforto, status em períodos anteriores hoje não passa de lixo, para nós, nesse século.
Por isso é mesmo uma ilusão.

Outra ilusão que atrapalha muito, uma ilusão psíquica e também antiga, é o medo, que paralisa as ações do ser.
O medo é um resíduo da pré história.
As condições difíceis de sobrevivência deixaram marcas profundas no inconsciente coletivo. Desastres ecológicos, lutas com animais ferozes, climas hostis, tudo isso deixou marcado o subconsciente do planeta todo, e a humanidade carrega essas feridas até hoje.

O medo somente será desalojado do planeta na medida em que a humanidade se der conta de sua imortalidade, quando conseguir construir uma ponte entre sua consciência pensante (a mente) e a sua consciência superior, experimentando a vida em outras dimensões, lembrando que não nasceu no mundo físico nem ali morrerá.
A vontade, não o desejo, de conhecer outras dimensões vai construindo passo a passo essa ponte.
Esse trabalho é inconsciente, não pode ser controlado pela mente que analisa.
No nível físico, pode ser estimulada a construção dessa ponte através da autodisciplina tranquila (não matar a parte animal).
No nível emocional, pela transformação do egoísmo em vontade de servir e fazer a sua parte e se tornar um elo positivo na corrente da evolução.
E no nível mental essa construção é feita de maneira automática, quando se mantém a concentração e a vontade firmes e inalteradas, o que só é possível quando se tem e se cultiva a energia da Fé.

A partir desse Trabalho Hércules vai se voltar cada vez mais para o coletivo e o altruísmo.

Em Áries, Touro, Gêmeos e Câncer foi a fase de preparação, e as energias estavam voltadas exclusivamente para si mesmo, para conseguir iniciar e continuar os Trabalhos.

Em Leão, Virgem, Libra e Escorpião foi a fase de transformação pessoal com suas crises, lutas e esforços para melhorar como pessoa.

Em Sagitário, Capricórnio, Aquário e Peixes a fase de desenvolvimento continua e vai chegar até sua realização completa.
Nesse último estágio cada vez mais se voltará para o coletivo, pois o individual aqui já está pronto.

No Décimo Trabalho, de Capricórnio, Hércules está começando a ficar altruísta pois enfrenta o Inferno para libertar a humanidade de si mesma passando por aquele rio horrível, escuro e envenenado com total convicção e segurança porque já aprendeu que não estará totalmente livre enquanto ainda houver uma só alma aprisionada.
Hércules está começando a aprender que todos estamos unidos e o bem e o mal que fazemos aos outros estamos fazendo em primeiro lugar a nós mesmos.

Para chegar a esse nível o caminho não é mais percorrido com os exercícios de antigos tempos. Em nosso momento atual podemos erguer nossa H
idra (Oitavo Trabalho, Escorpião) até a luz do Sol e dos ventos curadores apenas mantendo a mente elevada e firme no mais alto que sua consciência puder alcançar, até transcender a escuridão da ignorância e as prisões do medo e da dúvida.

No Trabalho de Gêmeos, Colhendo as Maçãs de Ouro, Prometeu também estava presente e simbolizava o próprio Eu Superior de Hércules que estava aprisionado e enraizado ainda somente na matéria.
No Trabalho de Capricórnio, Hércules encontra Prometeu novamente mas aqui Prometeu simboliza a escravidão da humanidade aprisionada por seu negativismo vindo do desejo egoísta. A humanidade só pode ser ajudada por Hércules depois que ele próprio se ajudou e se tornou livre.
Quando começaram os Trabalhos Hércules também era prisioneiro, mas não sabia disso.

Capricórnio, signo da matéria dura e pura, por mais contraditório que seja isso, é uma porta para a “iluminação” espiritual.
Por ser um signo cardinal (os 4 cardinais abrem portas: Áries, Câncer, Libra e Capricórnio) que chega ao máximo da matéria, abre uma porta para o coletivo que virá nos dois signos seguintes: Aquário e Peixes.

A mensagem desse Trabalho é que a medida em que nos libertamos de nossas prisões, além de viver mais felizes, estaremos aptos a ajudar as pessoas e seremos mais úteis na evolução do planeta todo.

Ao mesmo tempo em que continuaremos cuidando e pensando em nós mesmos, pois tudo que sai de nós volta para nós e, quase sempre aumentado.

Namastê
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