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Precisei colocar a moderação nos comentários por causa de alguns spans que pintaram por aqui.
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Namastê.

Consagração do ambiente

As previsões feitas nesse blog são gerais, falam do astral do período, não são direcionadas para o indivíduo. Para fazer previsões pessoais, você precisa consultar um(a) astrólogo(a) ou numerólogo(a) e usar seu mapa astral ou numerológico de nascimento. Não estou atendendo consultas até me aposentar, estou em outro trabalho. Faço o blog porque gosto.

O som das Fadas da Noite

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Os Pássaros Devastadores: Hércules em Sagitário


9 - Os Pássaros Devastadores : Sagitário

Tarefa: completar a unificação da personalidade, completar os trabalhos anteriores.
Objetivo: ficar consciente da alma, unificar matéria e espírito, perceber a unidade e a meta única.
Chave: ir direto à meta.

Depois do Oitavo Trabalho em Escorpião, Hércules ainda continua nos pântanos.
Agora ele está de frente para outro pântano mas povoado por uma grande quantidade de pássaros que causam destruição por todo o lugar que passam.
Hércules observa e acha a tarefa impossível mas o Instrutor insiste que uma luz além da mente indicará um caminho seguro.

Os pássaros gritam bem alto num coro dissonante, ameaçador e agressivo, que é ouvido por toda a parte.
Seus bicos são de ferro,e parecem uma espada.
Suas penas são lâminas de aço e as garras parecem uma arma letal.

Percebendo a presença de Hércules,3 dos pássaros se aproximam dele e tentam atacá-lo. Hércules consegue se desvencilhar mas acaba sendo atingido por um deles.
Nosso herói fica espantado observando enquanto uma das penas do pássaro que ele tinha alvejado caem e se fixam no chão provocando um barulho ensurdecedor e aterrorizante.
Por causa disso os outros pássaros se afastam por um momento,mas Hércules sabe que voltarão logo.

Parado de frente para o pântano,ele pensa numa maneira de livrar aquele lugar desses horríveis pássaros.
Tenta usar suas flechas mas é inútil.
Os pássaros são em tão grande número que quando voam juntos chegam a encobrir o Sol e escurecer o dia.
Hércules recorre à sua habilidade em fazer armadilhas e coloca algumas dentro do pântano da mesma maneira que fez no Trabalho da Captura do Javali (Libra).
Mas quando entra no pântano para colocá-las seus pés afundam e ele constata que uma boa solução usada no passado nem sempre é útil no momento presente.

Hércules pára e pensa.
Lembra das palavras do Instrutor “além da mente há uma luz que vai lhe indicar o caminho”. Assim consegue ficar quieto e consegue voltar-se para além da mente, além dos pensamentos, para dentro de sua própria consciência, e olhar para si, ver a si mesmo.
Tem então uma idéia nova: pega 2 sinos de bronze que emitem um som mais estridente do que o dos pássaros, um som sobrenatural que não encontramos nesse mundo.
O som é perturbador e áspero e consegue penetrar no plano astral nos níveis sutis do planeta Terra e seus indivíduos.
Para Hércules que a essa parte do caminho já está bem desenvolvido e consegue perceber vibrações mais elevadas, aquele som é perturbador e intolerável.
Por isso, ele cobre os ouvidos com tampões e põe os sinos a tocar bem alto.

É o momento do pôr do Sol e o pântano está denso e escuro pela presença maciça dos pássaros. Hércules aproveita esse momento e faz soar os sinos bem forte e várias vezes.
Aquilo nunca tinha sido ouvido naquele lugar e os pássaros ficam perturbados e desesperados, aquela vibração os deixa muito confusos e eles fogem, tentam escapar com toda a pressa possível daquela vibração horrorosa para nunca mais voltarem.
Mesmo quando eles já estão distantes Hércules continua tocando a todo o vapor.

E depois o silêncio invade o pântano.
Os pássaros horrorosos desapareceram.
O Instrutor fala: “Você conseguiu expulsar os pássaros. O Trabalho está concluído.”

Voltando ao início em Áries, no Primeiro Trabalho, vemos que Hércules,ao assumir o Trabalho com as Éguas Devoradoras agiu apenas com a sua personalidade e muita coisa ficou mal feita, embora tenha conseguido concluir.
Agora, com os pássaros Hércules confronta-se novamente com o problema da mente.
A diferença é que agora já com o controle sobre seus pensamentos, consegue captar uma idéia que vem do fundo de seu próprio ser.
Por isso o Trabalho acaba sendo melhor executado.

Nesta etapa,o som tem um papel importantíssimo.
Esse trabalho está associado ao elemento Ar (os pássaros e o som).
Som e Ar (onde os pássaros voam) simbolizam a mente do homem e os pássaros daqui representam todo o conjunto de pensamentos e palavras negativas criados no passado que se acumulam no pântano (subconsciente).

Os três pássaros que se destacaram representam:
o primeiro, a tagarelice, que é inconsciente,
o segundo, as informações reveladas aos que não estão prontos para ouvi-las, e
o terceiro, o falar continuamente de si próprio de maneira egoísta com a finalidade de enaltecer-se ou se valorizar as custas do rebaixamento dos outros.

No Nono Trabalho de Hércules se destaca a importância do som e das palavras.
Muitas vezes nem nos damos conta do grande poder que tem o som e de todas as possibilidades contidas nas palavras pronunciadas.
A palavra humana pode ajudar a evoluir ou a destruir.
Não é sem motivo que no jogo de Tarô o elemento Ar está associado ao Naipe de Espadas: as palavras podem ser afiadas, cortantes e usadas como instrumento de guerra.

A fala superficial é um ruído devastador que tem como base os níveis mais baixos do inconsciente.
Esse som se espalha no ar produzindo o caos, semelhante aos pássaros destruidores que tinham o pântano (inconsciente) como base e causavam destruição.

Além do controle na escolha das palavras se espera nesse Trabalho que o herói aprenda a pronuncia-las num tom natural.
O sino representa o uso adequado do som, que nada tem a ver com passividade mas simboliza a ação correta e de caráter construtivo.
Quem afugenta os pássaros é “inofensivo” pois está construindo aquilo que eles não estavam permitindo.

A mensagem aqui é a necessidade de transformar e elevar o nível de nossa fala para que no futuro consigamos escutar também aquilo que se passa no interior de nós mesmos.
O tempo, o espaço, o som e as vibrações tornam-se perceptíveis sob diferentes formas e em outros ritmos na medida em que nos interiorizamos e conscientizamos da vida que há em nosso interior.

Isso começa com um pouco de autocontrole passando a refletir antes de falar pois só assim teremos tempo disponível para pensar.
Depois continua com a reflexão, quando selecionamos melhor as palavras, evitando a compulsão na conversa e passando a emitir sons e palavras mais construtivos e inteligentes. I
sso faz com que nos demos conta antes de emitir algum som ou palavra destrutivos e modifiquemos antes de mandá-los para fora - antes de exteriorizar ou manifestar.

Caso tenhamos emitido algo desagradável ou destrutivo a reflexão tem o poder de recuperar isso também com a produção de um som ou palavra de qualidade oposta, restaurando assim o equilíbrio das energias.
Esse equilíbrio e desequilíbrio não acontecem apenas no mundo externo, no ambiente em que esses sons foram lançados, mas começam a se manifestar inicialmente no nosso interior de onde eles vieram.

Esse controle não deve ser repressivo.
Como diz o metre tibetano: “o principal elemento no controle da fala é um coração amoroso”.

Com a seleção da palavra nossas metas e objetivos ficam mais claros.
Deixamos de desperdiçar energia com futilidades e liberamos mais espaço dentro de nós mesmos para aquilo que realmente é importante para nós, que nos leva para a frente.

Dessa maneira é possível manifestar a energia de Sagitário: unificar a personalidade e a alma, expandir a consciência e estabelecer metas claras em nossa vida.


Namastê.

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