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As previsões feitas nesse blog são gerais, falam do astral do período, não são direcionadas para o indivíduo. Para fazer previsões pessoais, você precisa consultar um(a) astrólogo(a) ou numerólogo(a) e usar seu mapa astral ou numerológico de nascimento. Não estou atendendo consultas até me aposentar, estou em outro trabalho. Faço o blog porque gosto.

O som das Fadas da Noite

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Peixes, o Décimo Segundo Trabalho de Hércules : Conduzindo o Gado Vermelho


Objetivo: servir e ajudar, preparando-se para o retorno à Consciência Cósmica.

No décimo segundo Trabalho, Hércules vai terminar um ciclo, que marca seu desapego e a libertação da roda das encarnações.

Hércules é mandado para Eritréia, onde a Grande Ilusão Mundial domina a todos. 
O governante é Gerião, um monstro de três cabeças. 
Ele mantém em seu poder uma enorme manada de gado, vermelho-escuro, que não lhe pertence.

Hércules deve devolver o gado ao seu local de origem, na Cidade Sagrada. 
Ele já conhece um pouco da Cidade Sagrada em alguns de seus trabalhos anteriores.

O Instrutor lhe recomenda que tenha cuidado com Euritidião, um pastor, e seu cão de duas cabeças. 
O Instrutor ainda lhe adverte para pedir ajuda de Helios, que só será encontrado em seus planos interiores e sutis, quando tiver contato com Euritidião. 
Hélius era o deus do fogo, que habitava o interior do Sol. 
Hércules, interiormente, faz uma prece a ele.

Hércules já sabe que em algum dos níveis de sua evolução, durante os Trabalhos, foi necessária a ajuda de alguma substância, vinda do centro do Sistema Solar, para que fosse iniciada a criação de um núcleo de consciência mais avançada dentro dele. 
Com esse núcleo, parecido com vibrações solares, foi possível unir a consciência terrestre com a consciência cósmica.

Hércules fica refletindo sobre a importância de pedir ajuda a esse Ser que existe dentro dele mesmo, em situações difíceis. 
Após 7 dias de meditação, os deuses lhe ofereceram um presente: um cálice de ouro, que apareceu diante de seus pés. 
Esse cálice é uma proteção segura para ele atravessar mares e desertos.

Dessa maneira, Hércules navega até a cidade de Eritréia.
Lá chegando, caminha um pouco e chega a uma pastagem onde um gado de cor vermelha se alimenta, sob a supervisão de Euritidião e seu cão de duas cabeças. 
O cão ataca rapidamente, ao avistar Hércules, que lhe mata, também rapidamente. 
Euritidião, o pastor, muito amedrontado ao perceber a força de Hércules, implora que lhe poupe a vida, e Hércules aceita o pedido.

Então ele vai conduzindo o gado. 
Essa tarefa lhe exige muita paciência, para manter o rebanho todo unido durante o caminho.

Durante o caminho, Geridião, o monstro de três cabeças que governava ali, ataca nosso herói, e Hércules de uma só flechada, lhe acerta os três corpos.

Mas no seu caminho, ainda é atacado por um lutador feroz e por um gigante que lhe atira uma pedra de muitas toneladas. 
Com a proteção do cálice e do Sol, escapa de tudo.

Mas sua paciência é testada até os limites do insuportável. 
Após vencer batalhas terríveis e muito difíceis, ele várias vezes é obrigado a parar no caminho para resgatar alguma res que se afasta, e, nessa procura, muitas vezes se afasta do caminho para a Cidade Sagrada. 
Mas sempre consegue retornar com a ajuda de seu Instrutor. 
De vez em quando passa por caminhos muito perigosos.

Mesmo com o rebanho se distraindo de vez em quando, com alguma res atraída por acontecimentos externos, Hércules consegue manter o equilíbrio e a união até o final e conduz toda a manada até seu destino.

Quando se aproxima da Cidade Sagrada, vai vendo suas luzes e o portal por onde passará o gado vermelho para poder transformar-se.
Parado na porta da Cidade Sagrada, o Instrutor lhe diz: “Seja bem-vindo, agora você sabe que é imortal!”
Hércules sabe que conquistou seu lado humano e assumiu sua essência divina. 

Mas tudo isso ainda está muito misturado dentro dele, aguardando por uma unificação mais perfeita, em um novo ciclo futuro, quando ele passará a Roda dos Signos novamente.

Por enquanto, Hércules permanecerá na Cidade Sagrada, onde irá morar por algum tempo, até o momento certo de partir para dimensões mais amplas.

O Instrutor continua lhe transmitindo idéias. 
Fala que seu nome está escrito nos Céus, e sempre esteve lá, ao lado de gigantescas estrelas, mas era necessário que ele se identificasse. 
Hércules vê a Via Láctea diante de si, o símbolo dos seres que decidem caminhar como ele.

Geridão, o governante-monstro de três cabeças, representa a humanidade ainda não iluminada. 
Os três corpos do monstro representam os corpos físico, emocional e mental humanos, ainda unidos contra a evolução. 
Através do orifício da flecha de Hércules, penetra na humanidade uma nova corrente de vida. 
Ao ser aparentemente morto, o monstro (humanidade) poderá renascer das cinzas, como a Fênix e revelar sua essência divina.

O pastor Euritião representa a mente humana, e o cão de duas cabeças a sua natureza dual. 
A mente, que depois se torna colaboradora, no início é o cão de duas cabeças, e depois é o pastor Euritião. 
A ilusão se apresenta de diversas maneiras, porque é assim que consegue prender a humanidade na escuridão. 
A medida que a personalidade evolui, a luz lhe ilumina o caminho, até o momento em que consegue realmente VER.

Cada mente individual transformada representa uma conquista para o mundo todo. 

Os Seres sabem que a humanidade é livre o tempo todo, em sua essência, mesmo permanecendo por longos períodos acorrentada, limitada, presa a desejos e ilusões que passam.

Os tipos de provas e experiências que passamos são diferentes e especiais para cada um, mas o caminho é o mesmo. 
Olhamos o céu nas noites estreladas, depois observamos nosso céu interior e há horizontes ainda mais surpreendentes para descobrir. 
Pontos de vista e opiniões variam muito conforme o nível de consciência individual.

Hércules, com esse Trabalho, torna-se uma espécie de Salvador. 
Durante todo o tempo pensou no povo que estava escravizado pela ilusão do monstro, esqueceu-se de si mesmo e conseguiu arrastar uma multidão (o gado vermelho) para o centro do seu próprio Ser. 
E mostrou que está mesmo liberto de muitas amarras e vaidades que só atrasam as pessoas, quando não pediu glórias, agradecimentos ou reconhecimento público, medalhas, etc, para si mesmo. 
Mas como uma das leis da vida é que nada é de graça, tudo tem mão dupla e tudo tem um preço, a recompensa de Hércules foi poder descansar e evoluir ao mesmo tempo, habitando a Cidade Sagrada.

No Trabalho anterior, o Décimo Primeiro, Limpando os Estábulos, Hércules não foi compreendido e não se preocupou com isso porque já havia conquistado sua liberdade interior, já tinha consciência de si mesmo e estava presentando atenção ao seu Ser, mais do que aos acontecimentos externos.

Após conduzir o Gado Vermelho, no Décimo Segundo Trabalho, Hércules simplesmente fez a tarefa sem se importar com mais nada, nem consigo mesmo, e o gado vermelho também não lhe questionou nada, apenas pressentiu que era uma boa direção, embora por vezes se distraísse.

Dessa maneira, tanto Hércules como o gado vermelho foram beneficiados e expandiram sua consciência para experiências ainda mais enriquecedoras.

Namastê.

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